“A rocha que alicerça esta Ordem Administrativa é o Propósito imutável de Deus para a humanidade de hoje. A Fonte de que deriva sua inspiração não é outra senão o próprio Bahá’u’lláh.” –Shoghi Effendi

A Ordem Administrativa Bahá’í  

A Assembleia Espiritual Local

No nível local, os assuntos da comunidade Bahá’í são administrados pela Assembleia Espiritual Local. Cada Assembleia Local é composta por nove membros que são escolhidos em eleições que ocorrem anualmente. Igualmente como em outras instituições Bahá’ís eletivas, a Assembleia funciona como um corpo e toma decisões por meio da consulta.

As responsabilidades de uma Assembleia Espiritual Local incluem: promover a educação espiritual das crianças e dos jovens, fortalecer a tessitura espiritual e social da vida comunitária Bahá’í, sondar e utilizar os recursos da comunidade e assegurar que as energias e talentos dos membros da comunidade contribuam para o progresso. Também é responsável por organizar as Festas de Dezenove Dias, que é o pilar da vida comunitária Bahá’í. Durante a Festa de Dezenove Dias , os amigos que vivem em uma localidade em particular se juntam para orar e consultar juntos, dar sugestões para a Assembleia Espiritual Local, e receber informações dela.

Além disso, a Assembleia Local está intimamente preocupada com o bem-estar da comunidade como um todo. ‘Abdu’l-Bahá escreveu que as conversas de uma Assembleia Espiritual Local “devem limitar-se a assuntos espirituais, pertinentes ao treinamento das almas, à educação das crianças, ao alívio dos pobres, ao auxílio dos fracos entre todas as classes do mundo, à bondade para com todos os povos, à difusão das fragrâncias de Deus e ao enaltecimento de Sua Santa Palavra.”1

A Assembleia Espiritual Local é eleita a cada ano por voto secreto. Todos os Bahá’ís acima de 21 anos podem votar e são convidados a fazê-lo em espirito de oração . Cada participante da eleição escolhe nove indivíduos adultos da comunidade que ele ou ela sinta que são os mais aptos para servirem nessa função. Não há votos arranjados — ou qualquer outra forma de nominações — e o processo por completo é livre de qualquer traço de propaganda eleitoral, angariação de votos ou campanha eleitoral.

O serviço em uma Assembleia Espiritual Local é visto como um privilégio, mas não como um anseio do indivíduo. É uma responsabilidade a qual ele ou ela podem, em qualquer momento, ser chamados a atender. Em relação ás qualidades daqueles que são chamados a servir por um período de tempo na Assembleia, ‘Abdu’l-Bahá escreve: “Os requisitos primordiais para aqueles que se reúnem em consulta são pureza de motivo, espírito radiante, desprendimento de tudo menos de Deus, atração a Suas Fragrâncias Divinas, humildade e submissão entre Seus bem-amados, paciência e resignação em dificuldades e serviço a Seu excelso Limiar.”2 Referindo-Se às consultas, Ele indica: “A primeira condição é absoluto amor e harmonia entre os membros da Assembleia.” “Eles precisam estar totalmente livres de desavença e devem manifestar em si próprios a Unidade de Deus”, Ele segue, “pois são as ondas do mesmo mar, as gotas de um só rio, as estrelas de um só céu, os raios do mesmo sol, as árvores de um só pomar, as flores do mesmo jardim.”3 Ele aconselha que apresentem seus pontos de vista “expressando as opiniões com a maior devoção, cortesia, dignidade, cuidado e moderação” e os adverte que sua tarefa é a de “buscar a verdade”, e não “insistir cada qual na própria opinião”, pois “obstinação e a persistência no próprio ponto de vista levarão afinal à discórdia e à disputa, e a verdade permanecerá oculta.”4 Ele completa que de modo algum é permissível menosprezar os pensamentos de outrem e indica que o surgimento da dissensão não pode ser permitido. “Em suma“ , Ele declara, “tudo o que for decidido em harmonia, e com amor e pureza de motivo, resultará em luz, e se prevalecer o menor traço de dissensão o resultado será treva sobre treva.”5

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