“A suprema necessidade da humanidade é cooperação e reciprocidade.” –‘Abdu’l‑Bahá

O Indivíduo e a Sociedade  

As instituições

Para que a sociedade funcione em um nível mais alto que uma mera assembleia de indivíduos, instituições são necessárias para dar forma aos seus esforços coletivos, para promover uma unidade de visão e ação entre seus membros, para distribuir os recursos igualmente e, no geral, para administrar seus assuntos. Parlamentos, cortes, universidades, estabelecimentos artísticos e organizações não governamentais são, entre muitas outras, as que desempenham um papel importante na formação das vidas comunitárias em todo o mundo.

Conforme a humanidade se aproxima da maturidade coletiva, a necessidade de um novo entendimento das relações entre o indivíduo, a comunidade e as instituições da sociedade se torna cada vez mais urgente. A interdependência desses três protagonistas no avanço da civilização precisa ser reconhecida e antigos paradigmas de conflitos nos quais, por exemplo, instituições demandam submissão, enquanto os indivíduos clamam por liberdade necessitam ser substituídos por concepções mais profundas dos papeis complementares a serem desempenhados por cada um na construção de um mundo melhor.

Admitir que o indivíduo, a comunidade, e as instituições da sociedade são os protagonistas da construção da civilização e agir em conformidade, abre maravilhosas possibilidades para a felicidade humana. Isso possibilita a criação de ambientes onde o exercício de poder sobre os outros é substituído por esforços que liberam os verdadeiros poderes do espírito humano — poderes do amor, da justiça, da ação unificada.

A comunidade Bahá’í organiza-se através de instituições locais, nacionais, continentais e internacionais cujo propósito é canalizar a energia em padrões de ação que promovem o melhoramento da sociedade. Serviço às necessidades e ao bem-estar da comunidade é o princípio que governa o funcionamento de todas as instituições Bahá’ís; de fato, em grande parte, é o que define a sua verdadeira identidade. O relacionamento entre o indivíduo e as instituições funciona de forma recíproca. Os Bahá’ís se esforçam para executar os planos institucionais com lealdade e entusiasmo. As instituições, por sua vez, entendem sua função como a de canalizar e direcionar os exímios talentos, habilidades e as energias coletivas da comunidade.

Observação: